Fisioterapia respiratória

Junto com os caminhos da medicina de hoje, norteados pela tecnologia digital e computadorizada, a Fisioterapia Respiratória representa um avanço na área da saúde e não necessariamente incorpora a informática ou os raios laser. Prova disso é que a Fisioterapia Respiratória Ambulatorial, através de métodos simples, vem alcançando grandes resultados preventivos e curativos. Trata-se de um processo terapêutico, que envolve condutas e manobras específicas realizadas pelo fisioterapeuta, em sua maioria com movimentos com as mãos que têm a finalidade de buscar o melhor desempenho funcional do aparelho respiratório.

A Fisioterapia Respiratória Ambulatorial é indicada para pacientes portadores de asma, bronquite, rinite e sinusite, dentre muitas outras doenças do sistema respiratório. Nas últimas duas décadas este processo tem evoluído muito, tanto em relação ao número de profissionais envolvidos, quanto no desenvolvimento de procedimentos com resultados cientificamente comprovados. É um trabalho cada vez mais essencial nos grandes centros urbanos onde encontramos a cada ano um número maior de pessoas com problemas respiratórios, provocados principalmente pela poluição resultante do crescimento desordenado.

A maioria dos pacientes portadores de rinite e asma adotam um tipo de respiração inadequada, geralmente pela boca devido a obstrução constante do nariz nos casos de rinite, e uso da musculatura acessória da respiração ao invés do uso dos músculos principais. O trabalho da fisioterapia respiratória visa, principalmente nesses casos, orientar o paciente sobre a maneira mais correta de respirar explorando a musculatura mais adequada para isso e com menor gasto possível de energia.

É importante ressaltar que, do ponto de vista geral, todo paciente com asma, rinite e sinusite, independente de sua faixa etária, representa um candidato em potencial para a fisioterapia respiratória, sendo que as medidas fisioterápicas devem ser adotadas com o máximo de precocidade, de modo a prevenir o desenvolvimento de vícios posturais e deformidades estruturais, tanto da face quanto da caixa torácica, muito comum nesses pacientes.

Os resultados podem ser alcançados com o emprego de um grupo de condutas relacionadas a seguir:

  • Educação e conscientização do paciente sobre seu problema, valorizando as medidas de prevenção e tratamento;
  • Orientação didática sobre a forma correta e mais adequada de respirar;
  • Programação de exercícios coordenados com a respiração, de forma a assegurar resultados essenciais, como alongamento muscular, fortalecimento muscular, mobilização da caixa torácica, correção das alterações estruturais e defeitos posturais;
  • Empregos de manobras e métodos específicos para a desobstrução das vias aéreas quando necessário, incluindo lavagem nasal, drenagem postural, vibração, percussão, tapotagem, pressão respiratória, tosse assistida, etc.
  • Orientação sobre posturas adequadas e de relaxamento a serem adotadas nos períodos de crise;
  • Orientações básicas sobre o uso correto da inalação e das bombinhas; hidratação, atividades físicas mais indicadas para cada caso, etc.

Com a utilização regular e bem orientada dessas medidas têm sido obtidos resultados de grande significado clínico, com nítida melhora dos sintomas na maioria dos casos, expressiva ampliação dos intervalos entre as crises e indiscutível recuperação do estado geral dos pacientes. Vale ressaltar que a fisioterapia respiratória não deve ser considerada de modo isolado, mas sim como um complemento terapêutico das medidas convencionais de tratamento no manuseio de pacientes portadores de patologias do sistema respiratório (asma e rinite principalmente).